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Porque eu escolhi o cristianismo mesmo tendo cultura?

Basic-precepts-and-ideas-of-ChristianityCostumo ouvir das pessoas uma certa surpresa quando digo que sou evangélica, só realmente aceitam a minha opção religiosa quando falo que minha família também é. Mas o que a maioria não sabe é que eu me tornei cristã não por pressão familiar e sim por crença e entendimento que para mim era uma religião que era muito mais coerente com a minha visão de Deus que outras existentes. Essa não quer dizer que é a melhor escolha para todos, mas foi a melhor escolha pra mim.

Metade da minha família também é espírita. Minha bisavó, por exemplo, era mãe de santo em terreiro de umbanda e minha vó era filha de santo, até ir para igreja evangélica. É bem verdade que, para alguém com uma cultura maior, foi fundamental o conhecimento da bíblia para eu escolher o cristianismo, mas não pense que eu não me informei sobre outras religiões; li um pedaço (admito que pequeno) do “alcorão”, li “O evangelho segundo o espiritismo”, “O livro dos médiuns” e li algumas coisas sobre o “Sutta” que reúne os discursos do Buda; teve também alguns textos sobre testemunhas de Jeová, adventistas e por aí vai. Li esses pois, antes de me tornar adulta, tinha uma certa dúvida se acreditava ou não em reencarnação e também queria entender um pouco as posições tão contrárias ao cristianismo que tinha estudado tão afundo minha vida toda.

Por conta dessa busca incessante pra uma resposta entendi que existia uma resposta ideal pra mim e a resposta era que eu não poderia acreditar em reencarnação e nem em magia negra / trabalhos espirituais e isso foi muito importante enquanto experiência pessoal do que esperava de Deus. Deus pra mim é um ser isento de maldade, a favor de igualdade de possibilidades e verdades. Para esse meu Deus, só existe uma verdade, um caminho e uma opção. Se eu tivesse novas oportunidades para fazer melhor (reencarnação) ou acreditasse que um trabalho é capaz de prejudicar ou mudar destinos, eu não precisaria ser o melhor que pudesse agora e nem teria total livre arbítrio das minhas decisões.

Logo, pensando assim, nenhuma religião se adequava a minha forma de pensar mais do que o Cristianismo. Eu acredito que no livre arbítrio e em apenas uma chance pra fazer certo e crer nesse Deus de uma verdade e um caminho, seria o mais justo igualmente para todos. Mas, porque quem aceita a Deus até na hora de morrer mesmo fazendo tudo errado pode ser salvo e quem fez certinho a vida inteira não vai ser salvo depois de morrer? Costumo comparar essa vida a um jogo de video game… Você tem regras, manual, mas como qualquer outro jogo, tem dicas em blogs, macetes pra facilitar o jogo ou até roubar… Mas a regra tá ali, o manual tá ali, se você acha que pode dar certo pra ser mais fácil e der errado não vai ter mais ninguém pra reclamar e, além disso, se você não morreu mas teve a possibilidade de continuar no jogo, você pode também zerar e ganhar no jogo mas não com todos os prêmios e conquistas que jogando certinho o tempo inteiro poderia conquistar.

Diante disso, eu optei pelo mais difícil… Tento ser cristã, agir conforme o manual, mas quando percebo que errei, a minha fé na morte e ressurreição de Jesus me faz não sofrer de remorço. E foi por isso que eu escolhi seguir Jesus, mesmo tão “instruída”.

Mas afinal, o que é ser mãe?

imageMinha mãe não pode, exatamente, ser considerada uma mãe tradicional. Por diversas vezes fez e disse coisas das quais hoje não lembra, provavelmente por não querer lembrar; uma delas foi dizer claramente para minha irmã e para mim: “não nasci pra ser mãe, não à toa, na gravidez das duas, jamais entrei em trabalho de parto”.

Um dado interessante é que, mesmo sendo tão atípico, eu sentia e ainda sinto que ela me ama desse jeito meio maluco dela. É engraçado que ela me amava tanto e me achava tão parecida com ela e tão inteligente que ela torcia, tentava me convencer e a todos a minha volta que eu jamais deveria ser mãe.

Dizem que depois que você tem um filho você passa a entender seus pais e a concordar com eles, principalmente sua mãe.

O engraçado é que odiei a gravidez, cheguei até a ficar um pouco depressiva pensando que esse era um sinal do universo que minha mãe estava certa o tempo todo, jamais deveria ser mãe.

Essa loucura, esse medo, essa angustia de ser igual a ela me consumiu até recentemente.

Admito que quando meu filho nasceu eu o amei tanto, tinha tanta vontade de estar com ele e tanto prazer na sua companhia que já começava a questionar minha mãe. Mas foi somente nesses dias que finalmente tudo mudou.

Eu estava doente a semana toda mas precisava trabalhar, precisava passar por cima dessa gripe maluca que me pegou, até que o Arthur começou a ter os mesmos sintomas que eu… Trabalhei pensando naqueles sintomas e não conseguia ter paz, precisava ir com ele ao médico, saber se ele estava bem, como me curava para que ele estivesse completamente bem e não com essa tosse que o incomodava.

Mesmo não podendo e o pai junto com ele, não pensei duas vezes, larguei o trabalho, corri pros braços do meu filho e enquanto meu corpo, minha garganta doía e minha pressão tinha aumentado horrores, eu tive a maior certeza do mundo. Eu sou diferente da minha mãe, amo ser mãe e ao contrário de como ela agiu e como sempre pregou, meu filho é maior que qualquer coisa nesse mundo, até meu trabalho que amo tanto realizar.

O engraçado é que sempre imaginei que se um dia eu me descobrisse uma mãe que ama e vive a maternidade, ao contrário da minha própria mãe, eu poderia critica-la e julga-la por como me criou. Só que ao invés disso acontecer, o que eu descobri foi o que, afinal, é ser mãe. Decidi compartilhar através desse texto.

Ser mãe é amar alguém mais do que tudo e dar o melhor de si. O melhor de mim é pensar no meu filho acima de tudo e sentir prazer em todo momento da maternidade, o da minha mãe é não querer que eu repita os erros dela que a fizeram infeliz.

Depois disso parei de julga-la, afinal, na maternidade eu descobri que não existe certo ou errado quando você ama, é só uma questão de qual ângulo enxergar.

A amamentação no Brasil é um parto

 leite materno ordenhado Em qualquer site, palestra, curso ou até na maternidade o que mais tentam te preparar é para a amamentação. O que eu li sobre os benefícios e recomendações para amamentar, durante quanto tempo e como… Não dá nem pra contabilizar.

O que eu sabia é que sonhava todos os dias em amamentar e cheguei ao ponto de pedir pro meu marido que jamais iria permitir que eu desistisse. Mas eis que o bebê nasce e os desafios da amamentação exclusiva começam. Seguem alguns que eu passei:

1. Somos filhos do NAN – na época dos nossos pais as pesquisas sobre a amamentação eram mais escassas e não se sabia que o leite materno protegia de tantos problemas como alergia, otite, resfriados e afins. Além disso, a ideia de que o leite substitui a água é até mais incomum pra eles. Logo, muitos dos avós dessa geração possuem histórias que mais desanimam a amamentar que apoiar… Afinal, se a nossa geração está bem é graças ao leite artificial.

2. Vencer a vergonha e os olhares – o que mais me incomoda na amamentação é o jeito que ficam encarando seu filho e seu peito enquanto seu filho se alimenta. Às vezes me deu uma vontade louca de mandar um “e se eu ficasse encarando você durante as suas refeições?”. A amamentação deveria ser algo natural, infelizmente não é assim que tratam. Como temos que estar disponíveis, precisamos passar por isso em reuniões familiares, entre amigos e em público, como naquela vez que me encaravam enquanto amamentava meu filho na fila do caixa do supermercado Mundial.

3. O bebê não fica tão disponível – acho que essa foi a crítica mais difícil que eu ouvi. “As pessoas querem pegar, babar, estar com o bebê, mas ele quer ficar no peito o tempo todo… Que absurdo!”. Acho que até hoje não sei o que responder a isso! Existe resposta?

4. Sua alimentação está fazendo mal ao bebê – não basta a dificuldade de amamentar, o sacrifício, as dores, a luta por uma boa pega, ainda vem um ser dizer que sou eu e minha alimentação que estão fazendo mal ao meu bebê! Que se ele está sofrendo, é culpa do tipo de dieta que está sendo passada ao meu bebê pela amamentação. Nessas horas deu vontade de jogar os palpiteiros pela janela.

5. Não é problema desistir – amamentar é tão difícil, tão dolorido, tão cansativo, as pessoas realmente se preocupam com seu bem estar e tentam te estimular a desistir. O que elas não entendem é que depois da dificuldade não existe nada tão revigorante como amamentar. Você está acabada, com o bico do peito todo machucado, pouco leite por estar realmente estressada e seu bebê quer mamar novamente… Dessa vez você coloca no peito pensando, cheguei ao meu limite, vou desistir. Nesse momento seu filho pega o bico, fica olhando nos seus olhos e sorri. Depois disso, você aguenta mais uma semana.

6. Você não vai conseguir no período que voltar ao trabalho – essa é a crítica mais recente. Ao invés de estimularem e apoiarem, me mandam dar leite artificial pro meu filho por especularem que eu não vou conseguir tirar leite suficiente pro meu bebê enquanto estiver trabalhando. Por que esse desejo e estímulo tão grande pra eu dar complemento pro meu filho? Por que, ao invés de palavras negativas, não te incentivam e apoiam pra você continuar e não desistir?

Deus me ajude a continuar a priorizar o leite materno pro meu filho sem que as palavras de desânimo venham a me alcançar.

Estudo sobre o universo materno 2015 e oportunidades mercadológicas

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As tendências e aprendizados do universo materno em 2015 para o mercado foram:

1. Elas querem se sentir belas, se cuidar mais, mas não conseguem – falta de tempo e prioridades, mudaram toda a rotina de beleza.

Oportunidades para marcas de beleza, salões e spas investirem em produtos mais práticos voltados para mães ou até berçários para atrair um público novo e carente de serviços desse tipo;

2. O mercado fitness e de bem estar chega ao universo materno – nunca se divulgou tanto na mídia as celebridades e formadoras de opinião que conseguem manter uma barriga definida mesmo durante a gravidez.

Existe um incentivo até pra amamentar com a justificativa de emagrecimento mais rápido mas a realidade em contraste com o que divulgam na mídia, frusta e afasta grande parte das mães.

Essa é uma grande oportunidade para empresas de produtos de emagrecimento, academia, spas, personais e empresas de suplementação considerarem gestantes e lactantes;

3. Sem filhos ou filhos só depois da estabilização profissional – não é novidade o aumento no número de mulheres que estão tendo filhos mais tarde ou até cogitando não ter filhos, muitas vezes isso é devido a priorização da carreira e a busca incessante pela inclusão igualitária da mulher no mercado de trabalho.

Se é pra ter filhos, melhor tê-los depois de poder garantir uma vida mais tranquila pra eles.

Isso tem diminuído a cada ano o número médio de filhos por família no Brasil, o que afetará a economia daqui a algumas décadas.

Se queremos um mercado consumidor maior e trabalhadores ativos proporcionais aos aposentados no país, as empresas devem começar a incentivar as mulheres a terem filhos mesmo isso ocasionando a licença maternidade e um possível prejuízo de falta de mão de obra no presente;

Isso leva a nossa quarta questão:

4. Busca por mais tempo pra se dedicar e curtir a infância dos filhos – por deixarem para ter filhos mais estabilizados financeiramente e com idade avançada, mães e pais têm buscado aproveitar os momentos com os filhos, aumentando a busca por mais direitos trabalhistas que estimulem esse relacionamento.

São pais que pedem mais licença paternidade, mães que buscam mais tempo de licença pra amamentação exclusiva durante os 6 primeiros meses ou um cuidado maior no primeiro ano da criança.

Não à toa, empresas de grande porte como Netflix, Microsoft, Wal-Mart e Mcdonalds ampliaram o período de licença e conseguiram mídia espontânea de divulgação. Aumento de abaixo assinados pedindo novos projetos de lei para ampliação das licenças também é bastante comum.

Essa é uma oportunidade incrível para o ramo de entretenimento e até imobiliário que pode comunicar benefícios para a interação entre pais e filhos;

5. Mídia nada, a maior fonte de informação são grupos de mães – nas redes sociais (fóruns, grupos no facebook, blog, WhatsApp…) ou até fortalecimento de um novo grupo de amigas graças à creche, escola ou amigas de amigas, são o principal canal de informação das mães. Elas trocam informações, pedem ajuda e influenciam uma a outra.

Quer que seu livro, seu produto pra mãe ou pra criança, ou um novo comportamento ou hábito alcance as mães? Então divulgue, gere experimentação ou até torne dependente algumas mães ativas, formadoras de opinião e bem relacionadas com outras mães nas redes sociais.

Promova ações que facilite o debate entre as mães ou até as acolha.

Um caso interessante é o cinematerna que faz da Natura e da Ri Happy queridinha das mães por proporciona-las momentos de lazer com filhos pequenos e debates presenciais com outras mães;

6. Depois do boom das casas de festas infantis, agora é a vez das festas em casa, no play ou no condomínio mas com decorações de luxo – chás de bebês, chás de revelação, batizados, mesversarios, festas com mesas decoradas no estilo casamento de primeira… A ideia é comemorar cada vez mais cada momento da criança ou bebê, em alto estilo, mas em casa.

Assim gastam com o requinte da festa e mesmo assim é mais em conta que casas de festa, podendo fazer mais festas e economizar em tempo de crise.

Oportunidade incrível para os profissionais liberais envolvidos no mercado de festas e também para o mercado imobiliário, que podem divulgar as possibilidades e criar novidades para esse segmento;

7. Nunca o pai foi tão valorizado – se o pai antigamente era visto como provedor do lar financeiramente e a mãe era a responsável pela casa e filhos, agora a intenção é que seja tudo dividido ou a mulher está exigindo mais do parceiro nessa divisão.

Não é incomum vermos mães dividirem as tarefas ou pedirem aos pais para dividirem e não mais com o argumento de ajuda, e sim como obrigação paterna.

Essa é uma ótima oportunidade para os produtos para bebês e crianças começarem a envolverem os pais em sua comunicação. Foi-se o tempo da mãe sozinha com o bebê na troca de fralda, nos primeiros momentos, nas noites em claro… Agora é meio a meio.

Esses são aprendizados da pesquisa sobre o universo materno – o processo englobou mais de 250 mães (impacto maior SP e RJ – classes sociais AB) respondendo online, entrevistas em profundidade via Skype e vivências.

Contato: renata.lino@gmail.com

O papel do pai na vida do bebê

Dad's loveO que mais tenho ouvido é que quando meu filho nascer estarei sobrecarregada com os afazeres domésticos e as necessidades do bebê. Só eu! “Pro marido é sempre mais simples”. Tem gente que questiona frases sexistas em favor das mulheres, vocês realmente não acham essa frase sexista também?

“Tudo sobra pra mãe” é o que dizem. Ainda não posso afirmar se essa premissa é verdadeira, ou não, mas enquanto a maioria está em busca da mãe ou de alguém pra ajudá-la, eu fico pensando… E o pai? “O pai não tem como te ajudar na vida do bebê”.

Nessa hora minha cabeça deu um nó… Como assim o pai não pode me ajudar? O pai não pode revezar as fraldas? Enquanto eu me responsabilizo pela amamentação, ele não pode ficar com a parte do arroto? Na hora da cólica somente eu terei que cuidar do bebê? Quando estiver com o bebê ele não pode ficar cuidando do cachorro e vice versa? Então, como assim ele não vai poder me ajudar?

Ah! Mas a mulher tem 4 meses de licença maternidade, o homem só tem 5 dias. Verdade! Mas isso tira dele o direito e dever de também cuidar e curtir o bebê? Será que ao invés de eu poupar o pai, não estou o afastando de um momento que passa tão rápido na vida do filho? Pode ser que tudo o que eu esteja especulando aqui seja pura teoria e na prática eu veja que esse discurso – que agora me parece sexista – seja a pura realidade. Mas pode ser também que não seja bem assim. Pode ser que nós mulheres por sermos as responsáveis por carregar e formar o bebê dentro de nossos corpos, nos achamos mais competentes que qualquer outro pra cuidar desse presente que está pra nascer. Diante dessa afirmação entra outra: se somos mães de primeira viagem como eles são pais de primeira viagem, não é mais legal aprender e dividir juntos esses momentos do que ter que sobrecarregar só um dos lados?

É engraçado que, enquanto especulamos sobre a vinda do nosso filho e nossa rotina, uma primeira questão pintou… Nosso cachorro dorme do meu lado na cama e já está habituado a essa rotina. Já sabe onde é a caminha dele. Na mesma hora sugeri ao meu marido, quando o bebê estiver no quarto vamos ter que fazer o espaço dele ao do outro lado da cama, assim não gera mudanças bruscas na rotina da casa. Nessa hora meu marido perguntou: “Mas e quando você quiser pegar o bebê?” e de maneira simples eu falei: “Você pega pra mim e me entrega, afinal, vamos dividir tudo mesmo”.

“Você não tem pena do seu marido? Ele vai passar o dia trabalhando e você em casa, ainda vai exigir que ele acorde de madrugada junto com você e o bebê?”. Acho que antes de dar uma resposta a essa pergunta, preciso questionar a pergunta… Primeiro, eu não estou exigindo, estou planejando – pode ser que tudo mude na hora.  Segundo, ele vai trabalhar, mas eu também estarei trabalhando em casa… Não vejo diferença nisso. É como acreditar que a dona de casa tem um trabalho mais simples que os que trabalham na rua.

Agora que questionei sua pergunta, vamos a resposta: “Eu torço pra que meu marido não passe um dia sem ter um vínculo com nosso filho. Eu torço pra que quando nosso filho estiver adulto, meu marido se sinta tão responsável pela infância dele quanto eu. Torço pra que quando meu filho questione como foi quando era bebê, o pai dele tenha orgulho de dizer – eu e sua mãe não passamos um dia sem cuidar de você. Juntos aprendemos e fomos mais fortes”.

Só me resta torcer pra que esse pensamento não seja só uma utopia mas realidade.

Relação médico-paciente

dia-do-médicoSempre fui do tipo que odeia ir ao médico, tomar remédio, fazer exames… Mas quando você está grávida, você acaba repensando essa relação pela necessidade do pré-natal e de um bebê saudável. Só que, quanto mais o tempo da gravidez passa e os exames vão acontecendo, mais vejo um descaso das pessoas com a imagem dos médicos. Parece que o médico saiu no status de deus para o status de “rebatedor do Dr. Google”.

Para mim, o médico nunca foi deus… Sou a favor da busca de médicos de confiança, da segunda opinião e afins. Mas, por outro lado, discordo completamente dessa postura atual de utilizar as informações da internet como forma de confronto constante ao médico. Quando você está grávida, essas opiniões parecem cada vez mais exacerbadas e os obstetras / pediatras são demônios que não sabem o que é melhor pro seu bebê.

A relação médico-paciente me parece ter virado um menage a trois onde o google virou a verdadeira voz confiável no meio dessa relação. Agora é paciente-google-médico-google-paciente e o risco da mensagem ficar truncada nesse percurso, é sempre maior.

É claro que quando vejo alguma informação nova ou exame novo eu também tento ler na internet, aprender, me aprofundar. Sou contra a alienação e a favor da tecnologia. Mas, a partir do momento que você escolheu um obstetra, um pediatra, ou qualquer outro médico, pra cuidar de você ou do seu bebê, você deve confiar nas suas opiniões, julgamentos, decisões, pedidos de exames e afins. A tecnologia deveria ser usada a favor da relação e não impeditivo da mesma. Se isso não acontece, se você sempre quer confrontar e não apenas questionar uma informação, melhor procurar outro médico que lhe dê mais confiança.

No mundo das grávidas, das mães, das parideiras de bacuris, o mundo de informações se torna ainda mais exacerbado. São filhos. Todas as mães querem ser as melhores mães. Entram no colapso de tentarem ser perfeitas e o que não falta são grupos, páginas e blogs falando: “Se você não fizer isso não é boa mãe”, “Se fizer aquilo você prejudica o bebê”… Logo, a insegurança aliada ao desconhecimento, envolvida nesse mundo de informações e sentimentos exacerbados, geram pessoas paranóicas que acabam perdidas e sem saber em quem acreditar ou acreditando em quem tem a melhor oratória.

Como toda barriguda, estou nesse fogo cruzado. Mas ao contrário da maioria das barrigudas, eu tomei uma decisão; decidi confiar na médica que eu escolhi. Decidi não me deixar abater pelas opiniões contrárias e tomar as minhas próprias decisões, independentemente do julgamento e da condenação de outros.

Sim! Vou perguntar, vou questionar mas não vou permitir que o Dr. Google ou os milhares de dedos em ristes de mães pseudo-perfeitas me intimidem. Minha confiança está com a médica que divide comigo todo mês minhas dúvidas, inseguranças e cada momento do meu bebê, foi com ela que escolhi dividir um dos momentos mais importantes da minha vida – o parto do meu filho – e nesse momento só ela tem a última palavra. Quer gostem ou não.

O mesmo vale para o veterinário do meu cachorro, pro futuro pediatra do meu filho, pro ortopedista que eu escolher e por aí vai.

Torço apenas que um dia essa relação chegue ao meio termo favorável, onde médicos não são deuses (como eram tratados antigamente), mas também não precisam ficar guerreando com o Dr. Google e constantemente ter que provar a você que sabem o que estão falando e que são dignos da sua confiança.

Toda relação requer confiança. Se você não tem confiança no seu médico, não tenha uma relação.

Gravidez em poesia

Quando mais o tempo passa,
Mais eu quero te ver.
Quanto mais eu te sinto,
Mais eu quero te tocar.
Sei que muitos dizem que minha vida vai mudar,
Mas sem nem te ver, sei que nasci pra te amar.

Eu sonhei com você minha vida inteira,
Sem saber que era uma fantasia verdadeira
Não tinha mais sonhos, não tinha mais expectativas
Mas Deus mudou essa história e trouxe você pra minha vida.

Não aguento mais esperar,
Quero conhecer a cor dos seus cabelos.
Não quero ter que adivinhar,
Eu mereço reconhecê-lo.
Pois te conheci muito antes de existir,
Eu te sinto, é impossível resistir.

Minha vida voltou a ser poesia,
Montarei um livro de histórias para te contar,
Meu desejo de escrever nunca esteve tão latente,
Tem um mundo que eu quero te apresentar.
E te ver sorrir vai ser minha maior conquista,
Ver beijá-lo o rosto de seu pai,
Envolver seu corpo quando triste,
E vibrar quando seu caminho for trilhar.

Nossa história já começou,
Vem agora, desfrutar do amor que você já conquistou.